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O possível diante do conflito

  • 10 de mar.
  • 1 min de leitura

Diante dos conflitos nas relações, especialmente quando o outro não age como julgamos ser o melhor, somos convidados a olhar para dentro e reconhecer os limites entre o que é desejo e o que é possível. Nessas horas, mais do que insistir em convencer, é preciso elaborar os motivos para apostar estar junto.

O primeiro passo é compreender o que é ou não é estrutural para estar numa relação. Existem princípios que nos orientam e que, quando violados, tornam insustentável o laço. Distinguir o que é essencial do que é negociável evita que passemos a vida fazendo o outro corresponder às nossas idealizações.

Em seguida, é necessário refletir o quanto estamos dispostos a conviver com as falhas inerentes às relações. Amar é também suportar o inacabado, reconhecer que o encontro entre duas subjetividades distintas sempre carregará ruídos, equívocos e imperfeições.

Quando a frustração surge e alcança seu limite, cabe pensar como administramos esse sentimento. Frustrar-se não é fracassar, é parte do processo de reconhecer que nem tudo está ao nosso alcance. Elaborar essa dor, sem transformá-la em ressentimento, é um gesto de maturidade emocional.

Por fim, ampliar nosso limiar de frustração é aprender a tolerar o que foge ao nosso controle. Isso não significa se conformar, mas desenvolver uma serenidade que nos permita escolher o que vale insistir e o que é hora de soltar. Relações amadurecem quando deixamos de exigir perfeição e passamos a cultivar presença, respeito e a possibilidade de coexistir com as diferenças.



 
 
 

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Walter Miez

PSICÓLOGO CLÍNICO,
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