Precisar de ajuda
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Precisar de ajuda não é fácil. Há algo em nós que resiste, que prefere sustentar sozinho aquilo que pesa, como se isso garantisse força ou autonomia. Por isso, o simples fato de reconhecer e aceitar que precisamos de ajuda já é, por si só, um movimento importante.
Diante desse reconhecimento, muitas vezes nos vemos em uma espécie de encruzilhada, onde alguns pontos precisam ser considerados com cuidado.
Primeiro, é fundamental pensar: do que, exatamente, eu preciso para me sentir amparado? Nem toda ajuda serve para qualquer momento, e nomear essa necessidade já é um passo de direção.
Depois, é preciso sentir o que funciona na nossa rotina. O que nos ajuda a manter alguma organização interna? O que nos traz de volta ao chão, ao corpo, ao presente? Fazer movimentos de autocuidado demanda respeito e preservação do que nos é importante.
Também é devemos refletir sobre o lugar do outro nesse processo. Buscar ajuda pode envolver sair do nosso território, se deslocar, física ou emocionalmente, para o espaço de alguém. Isso faz sentido para mim agora? Estar com outras pessoas me fortalece ou me sobrecarrega neste momento?
Por fim, é necessário cuidado com aquilo que buscamos como forma de amparo. Algumas estratégias podem ser úteis no início, mas precisam ser observadas para que não se tornem hábitos que prolonguem o sofrimento ou ampliem medos além do necessário, como depender da presença alheia para operar mudanças ou a indisposição a estar apenas com a própria companhia.
Pedir ajuda não é sobre fraqueza. É sobre discernimento. Sobre saber quando sustentar e quando se permitir ser sustentado, sem se perder de si nesse processo.


















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