Como se calcula o tempo na psicoterapia?
O tempo na psicoterapia não funciona como um tipo de serviço de consultoria em que se paga por um período fixo e a pessoa profissional fica exclusivamente disponível naquele intervalo. No contexto terapêutico, o encontro é orientado por intervenções, reflexões e movimentos internos que podem se encerrar dentro do tempo habitual, se estender um pouco quando necessário ou até finalizar antes, caso o processo assim se apresente. A elaboração não acontece apenas durante a sessão.
Qual a importância das emoções decantarem?
Momentos de instabilidade se assemelham a um balde cheio de água e areia que, ao ser mexido, se torna turvo. Nesse instante, tudo parece confuso: emoções, pensamentos e decisões se misturam, dificultando a capacidade de enxergar com clareza o que realmente está acontecendo. A pressa em compreender ou resolver tudo imediatamente, muitas vezes, apenas intensifica essa incapacidade de enxergar com clareza, tornando o processo ainda mais doloroso e desgastante. Nessas fases, é fu
Outros apaixonamentos
Há outros modos de apaixonar que não exigem o incêndio imediato, o frenesi das arpas tocando ao fundo ou o enredo parnasiano dos folhetins que moldaram os folhetins românticos. Num contexto de relações se tornando mais líquidas e atravessadas por aplicativos que prometem acesso ilimitado a encontros, somos levados a acreditar que estamos sempre fazendo algo, deslizando, curtindo, respondendo, para alcançar uma conexão afetiva. Mas esse movimento nem sempre é consistente; às v
Liberdade e responsabilidade
Liberdade e responsabilidade não são opostos, tampouco aspectos que se anulam. Pelo contrário, são faces de um mesmo processo de amadurecimento e autonomia. Só podemos ser verdadeiramente livres quando somos capazes de sustentar as escolhas que fazemos, compreendendo seus efeitos em nós e nos outros. A liberdade sem responsabilidade vira um impulso cego, desconectado da realidade, que pode nos levar a ferir ou sermos feridos. Por outro lado, a responsabilidade sem liberdade s
O que é terapia breve?
A Terapia Breve é um processo de desenvolvimento humano baseado em princípios da organização, do tato, das estratégias e da objetividade voltados para uma demanda específica. O processo trabalha competências como: autoconhecimento e autodesenvolvimento; definição de metas e objetivos realistas; desenvolvimento e aprimoramento de habilidades e capacidades; flexibilidade; foco e resiliência; inteligência e controle emocional; melhoria na comunicação; planejamento estratégico; q
Lições para antes de morrer
Pessoas no leito de morte ou em cuidados paliativos costumam oferecer lições muito poderosas sobre a vida justamente porque, ao estarem diante do fim, enxergam com clareza o que realmente importa. Essas lições aparecem tanto na prática clínica de profissionais como Ana Claudia Quintana Arantes quanto em pesquisas como as de Bronnie Ware, enfermeira australiana que escreveu "Os 5 maiores arrependimentos antes de morrer" . Aqui estão algumas das principais lições que essas pess
Alcance do desejo
Alcançar um desejo costuma gerar mais angústia do que imaginamos. Durante boa parte da vida, somos educados para viver em estado de perseguição constante: perseguimos metas, expectativas, ideais e versões de nós mesmos que acreditamos serem a chave para a felicidade. Assim, quando finalmente nos aproximamos daquilo que almejamos, surge um estranhamento. O que fazer quando o que movia nossa busca se torna presente? Muitas vezes, associamos nossa insatisfação ao fato de ainda n


A morte é um dia que vale a pena viver
O livro A morte é um dia que vale a pena viver , da médica paliativista Ana Claudia Quintana Arantes, traz reflexões profundas sobre a vida, a morte e o cuidado com o outro. Ele é centrado na experiência da autora com pacientes terminais e no trabalho com cuidados paliativos. Lições importantes são partilhadas a partir das histórias desses pacientes: 1. Falar sobre a morte é falar sobre a vida A autora mostra que encarar a morte de frente nos ajuda a viver com mais consciênci


Alcançar o desejo
Alcançar um desejo costuma gerar mais angústia do que imaginamos. Durante boa parte da vida, somos educados para viver em estado de perseguição constante: perseguimos metas, expectativas, ideais e versões de nós mesmos que acreditamos serem a chave para a felicidade. Assim, quando finalmente nos aproximamos daquilo que almejamos, surge um estranhamento. O que fazer quando o que movia nossa busca se torna presente? Muitas vezes, associamos nossa insatisfação ao fato de ainda n


Tornar-se pai/mãe
Tornar-se pai ou mãe não é um projeto do dar, mas da dádiva, como disse Gregorio Duvivier. Não se trata de esperar algo em troca, mas de permitir que a experiência nos desloque de si e nos convoque à tarefa profunda de orientar e desenvolver outro ser humano que depende de nós para existir no mundo. Quando a parentalidade se transforma em propósito existencial, há algo de extremamente belo nisso: acompanhar o crescimento de alguém, oferecer cuidado, presença e direção. Mas ta

















