

Alcançar o desejo
Alcançar um desejo costuma gerar mais angústia do que imaginamos. Durante boa parte da vida, somos educados para viver em estado de perseguição constante: perseguimos metas, expectativas, ideais e versões de nós mesmos que acreditamos serem a chave para a felicidade. Assim, quando finalmente nos aproximamos daquilo que almejamos, surge um estranhamento. O que fazer quando o que movia nossa busca se torna presente? Muitas vezes, associamos nossa insatisfação ao fato de ainda n


Tornar-se pai/mãe
Tornar-se pai ou mãe não é um projeto do dar, mas da dádiva, como disse Gregorio Duvivier. Não se trata de esperar algo em troca, mas de permitir que a experiência nos desloque de si e nos convoque à tarefa profunda de orientar e desenvolver outro ser humano que depende de nós para existir no mundo. Quando a parentalidade se transforma em propósito existencial, há algo de extremamente belo nisso: acompanhar o crescimento de alguém, oferecer cuidado, presença e direção. Mas ta


Autossabotagem
A autossabotagem não deve ser confundida com fragilidade. Fragilidade é um contexto, um estado que passa; já a autossabotagem é um ciclo que se instala e se repete mesmo quando o contexto já mudou. Muitas vezes usamos momentos difíceis como justificativa para não avançar, mas o que acontece quando esse cenário não está mais ali? Em vez de seguirmos adiante, repetimos padrões conhecidos, quase como se precisássemos deles para manter uma identidade, um lugar no mundo ou uma sen


O que é tabagismo?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta o tabagismo como a principal causa de morte evitável no mundo, resultando em mais de 10 mil mortes por dia. O tabagismo consiste no consumo de cigarros ou outros produtos de tabaco, cujo principal agente é a nicotina, substância que gera dependência física e psicológica. Na maioria das vezes, o hábito de fumar começa antes dos 18 anos e, por ser amplamente aceito socialmente, expõe também pessoas não fumantes aos riscos da fumaça am


Como dialogar sobre privilégio?
Ao discutir temas como opressão, hierarquia e direitos humanos, dois elementos se tornam fundamentais para que o diálogo não apenas aconteça, mas produza reflexão e transformação: a noção de privilégio e o exercício da empatia . Sem essas bases, qualquer debate corre o risco de se tornar um embate vazio, onde argumentos são repetidos, defesas são erguidas e nenhuma escuta real ocorre. Reconhecer privilégios não significa culpa ou vergonha, mas responsabilidade. Significa per


Qual a diferença entre ser doce e dócil?
As palavras doce e dócil são frequentemente confundidas, tanto pela semelhança sonora quanto pelo uso cotidiano. No entanto, cada uma carrega sentidos distintos, que dizem respeito a modos diferentes de se estar no mundo. Doce é um adjetivo que remete à suavidade, à delicadeza e à leveza. Algo doce é ameno, brando, agradável. Um gesto doce é aquele que acolhe, que suaviza tensões, que não cria conflitos. Trata-se de uma qualidade sensível, quase afetiva, que se expressa em


Combinados da terapia de casal
Alinhar-se em uma terapia de casal exige estabelecer alguns acordos fundamentais que funcionam como base para uma convivência mais consciente, justa e afetuosa. O primeiro deles é reconhecer que estamos juntos porque decidimos estar e essa decisão inclui o compromisso de cuidar da relação. Não se trata apenas de permanecer, mas de investir energia, presença e responsabilidade no “nós” que escolhemos construir. Outro ponto essencial é compreender que existem muitas maneiras de


Angústia de fim de ano
O fim de ano pode ser um período atravessado por angústias. A expectativa de concluir metas estabelecidas, somada ao receio do que está por vir, cria uma sensação de urgência que nem sempre corresponde ao nosso ritmo interno. Além disso, é comum que a demanda de trabalho aumente nessa fase, comprimindo ainda mais o tempo disponível para descanso. Planejar o que for possível e não negligenciar o lazer torna-se uma estratégia essencial para preservar o equilíbrio na medida do p


O que é justiça social?
“Temos o direito a ser iguais quando a nossa diferença nos inferioriza. Temos o direito a ser diferentes quando a nossa igualdade nos descaracteriza.” Essa frase de Boaventura Souza Santos aponta para um dos desafios centrais das sociedades contemporâneas: equilibrar igualdade e diferença sem que uma anule a outra. Reconhecer isso é fundamental para pensar justiça social, convivência e políticas de inclusão que não reproduzam desigualdades. Quando a diferença é usada como mar


O que é o desafio dos sete dias?
Partindo da ideia de que o corpo expressa fisicamente nossas emoções, histórias e modos de existir, proponho pequenas provocações diárias para transformar a semana e renovar a forma como percebemos nossa rotina. Segunda-feira – substitua o passivo pelo ativo. Troque o elevador pelas escadas, ou o carro por uma breve caminhada até a padaria. Movimentar o corpo reorganiza a mente e cria um início de semana mais vitalizado. Terça-feira – introduza algo vibrante. Inclua na roti

















