Angústia de fim de ano
- Walter Miez

- 12 de dez. de 2025
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O fim de ano pode ser um período atravessado por angústias. A expectativa de concluir metas estabelecidas, somada ao receio do que está por vir, cria uma sensação de urgência que nem sempre corresponde ao nosso ritmo interno. Além disso, é comum que a demanda de trabalho aumente nessa fase, comprimindo ainda mais o tempo disponível para descanso. Planejar o que for possível e não negligenciar o lazer torna-se uma estratégia essencial para preservar o equilíbrio na medida do possível.
Esse incômodo também pode ser um convite à reflexão: trata-se de uma pressão pontual, típica do calendário, ou do agravamento de uma condição emocional que já vinha se manifestando? Reconhecer essa diferença ajuda a buscar o tipo de cuidado adequado. A psicoterapia é uma ferramenta importante para organizar pensamentos e sentimentos; em outros casos, para além da psicoterapia, o acompanhamento medicamentoso pode ser necessário e deve ser visto sem tabu.
As festividades, por sua vez, trazem armadilhas conhecidas: exageros no comer e no beber podem gerar desconforto físico e emocional, alimentando ciclos de culpa. Cultivar moderação e consciência pode evitar que o prazer se transforme em peso.
Estar perto de pessoas que te fazem bem, preservar seus espaços de cuidado, incluindo a continuidade da psicoterapia, são formas de não atravessar esse período sozinho.
Se necessário, buscar apoio emergencial pelo Centro de Valorização da Vida (ligue 188).
O fim do ano nos estimula a celebrar e refletir, mas é fundamental reconhecer limites e praticar gentileza consigo mesmo. Recomeços não dependem de datas: a oportunidade de iniciar algo novo está no dia-a-dia.















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