A morte é um dia que vale a pena viver
- Walter Miez

- há 3 dias
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O livro A morte é um dia que vale a pena viver, da médica paliativista Ana Claudia Quintana Arantes, traz reflexões profundas sobre a vida, a morte e o cuidado com o outro. Ele é centrado na experiência da autora com pacientes terminais e no trabalho com cuidados paliativos. Lições importantes são partilhadas a partir das histórias desses pacientes:
1. Falar sobre a morte é falar sobre a vida
A autora mostra que encarar a morte de frente nos ajuda a viver com mais consciência, intensidade e verdade. Ignorar a morte não a torna menos real, apenas nos afasta da possibilidade de viver de forma mais plena.
2. A morte pode ser digna, humana e até bonita
Com exemplos de pacientes, Ana Claudia mostra que morrer não precisa ser sinônimo de sofrimento desnecessário. O cuidado paliativo valoriza o conforto, a escuta e o respeito à vontade da pessoa: elementos que tornam o processo mais leve e significativo.
3. O tempo é o bem mais precioso
Muitos só percebem o valor do tempo quando estão diante da finitude. O livro nos convida a não desperdiçar nossos dias com o que não importa e a viver com mais presença, afeto e autenticidade.
4. Escutar e acolher são formas poderosas de cuidado
Ana Claudia destaca a importância da escuta atenta, sem julgamento, como forma de cuidar verdadeiramente. Muitas vezes, o que as pessoas mais precisam é serem ouvidas e reconhecidas em sua dor e humanidade.
5. Não devemos medicalizar o fim da vida
Ela critica a forma como o sistema de saúde frequentemente prolonga o sofrimento físico e emocional de pacientes terminais com tratamentos fúteis. O foco deve ser na qualidade do tempo restante, e não apenas na quantidade.
6. É preciso ressignificar a morte na nossa cultura
A morte é tratada como tabu, o que impede que as pessoas se preparem para ela emocional, espiritual e logisticamente. O livro propõe um novo olhar sobre o fim da vida como parte natural da existência.
7. A vida com sentido é uma vida com vínculos
Relacionamentos, amor e cuidado mútuo são o que mais importam no fim. A autora reforça que são os vínculos humanos que dão sentido à existência, e não os bens materiais ou status.















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