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Alcance do desejo

  • Foto do escritor: Walter Miez
    Walter Miez
  • há 3 dias
  • 1 min de leitura


Alcançar um desejo costuma gerar mais angústia do que imaginamos. Durante boa parte da vida, somos educados para viver em estado de perseguição constante: perseguimos metas, expectativas, ideais e versões de nós mesmos que acreditamos serem a chave para a felicidade. Assim, quando finalmente nos aproximamos daquilo que almejamos, surge um estranhamento. O que fazer quando o que movia nossa busca se torna presente?


Muitas vezes, associamos nossa insatisfação ao fato de ainda não termos alcançado o objetivo. Criamos a fantasia de que a realização plena virá no momento exato em que chegarmos “lá”. No entanto, ao atingir o que desejamos, descobrimos que o desejo não se encerra, ele se desloca, se reinventa, muda de estação.

O incômodo não está apenas no não alcançar, mas também no enfrentar o vazio que aparece quando aquilo que nos motivava foi alcançado.


Alcançar um desejo não é o fim da linha, mas a abertura para novas viagens. 

A chegada nos oferece a chance de escolher novos caminhos, reformular sonhos, revisar prioridades e construir outras narrativas para nós mesmos.


Viver, então, não é apenas perseguir desejos, mas aprender a habitar as chegadas. 


 
 
 

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Walter Miez

PSICÓLOGO CLÍNICO,
ANALISTA SOCIAL
& CONSULTOR
Telefone:

+55 (31) 99384-4130

E-mail:

waltermiez@gmail.com 

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