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A seiva que nos move

  • Foto do escritor: Walter Miez
    Walter Miez
  • 29 de nov.
  • 2 min de leitura
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Todos nós temos uma seiva que corre em nós. Um fluxo vital que nos mantém em movimento, que nos anima e nos coloca em contato com o pulsar da existência. Essa seiva é alimentada pelo autoapreço, pelo autoamor, pelo prestígio pessoal. Não se trata de vaidade, exibicionismo ou arrogância, mas de reconhecer que há em nós uma fonte sensível e bela que merece ser nutrida. É o gesto de compreender que a forma como experimentamos o mundo, as cores, as formas, os cheiros, as texturas, também se reflete na maneira como nos percebemos, como nos tocamos por dentro, como apreciamos o que há de vivo e saboroso em nós.

Essa seiva é o combustível das nossas transformações, do nosso desejo de existir e criar. Às vezes, parte dela é direcionada para os projetos que nos exigem muita vitalidade, mudanças, trabalhos, responsabilidades, e isso pode nos fazer sentir um certo esgotamento, como se a energia vital se esvaísse um pouco. Mas mesmo quando a rotina, o cansaço ou as demandas do mundo parecem sequestrar parte dessa força, ela continua ali, latente, à espera de um sopro de atenção.

Essa energia é a libido, não apenas no sentido sexual, mas como o impulso da vida que nos faz desejar, criar, sentir e buscar sentido. É ela que impede que a existência se torne opaca, que o corpo se torne desabitado.

Cuidar dessa seiva é cuidar da nossa própria luminosidade, é honrar o que nos anima. Quando reconhecemos o que pulsa em nós e damos espaço para o prazer de ser, reencontramos o brilho da vida e a potência do que nos move.


 
 
 

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Walter Miez

PSICÓLOGO CLÍNICO,
ANALISTA SOCIAL
& CONSULTOR
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E-mail:

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