Autenticidade
- Walter Miez

- 13 de nov. de 2025
- 1 min de leitura

Nossa autenticidade não é algo dado, fixo ou isolado, mas construída e atravessada por diferentes dimensões que moldam quem somos e influenciam nossas escolhas. Podemos compreender essa constituição a partir de quatro grandes dimensões: genética, espécie, cultura e história pessoal.
A dimensão genética nos oferece uma base biológica, características físicas, disposições emocionais e cognitivas que herdamos. Como parte da espécie humana, compartilhamos estruturas comuns, a linguagem, o afeto, a busca por sentido, o desejo de pertencimento. Mas é na cultura que essa humanidade se desdobra em formas diversas de viver, pensar e sentir. A cultura nos oferece símbolos, normas, valores e formas de significar a realidade, muitas vezes internalizadas sem percebermos.
A história pessoal, por sua vez, agrega a singularidade da experiência, relações familiares, eventos marcantes, oportunidades e traumas. Nela se entrelaçam as outras dimensões, formando a narrativa única que cada pessoa constrói de si.
Nossos valores, nesse processo, funcionam como bússola. São eles que orientam decisões, prioridades, atitudes. Contudo, pensar criticamente sobre nossos valores é fundamental. Afinal, em que medida eles foram escolhidos por nós? Em que medida foram herdados, impostos ou moldados por pressões externas? Há ruídos (familiares, sociais, midiáticos) que podem interferir no que tomamos como nossos princípios.
Refletir sobre nossos valores nos permite identificar até que ponto nossas escolhas são realmente autênticas ou apenas respostas inconscientes a normas e expectativas. Essa consciência nos dá mais liberdade e responsabilidade diante de nossas decisões, nos aproximando de uma vida mais coerente com quem somos ou desejamos ser.















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