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Camuflagem

  • Foto do escritor: Walter Miez
    Walter Miez
  • 14 de nov. de 2025
  • 1 min de leitura
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Diante de relações desafiadoras, costumamos adotar dois caminhos: ou nos retiramos da relação, ou a vivemos de forma superficial. Isso porque uma vez que o outro restringe nosso modo de ser autêntico, percebemos a restrição como uma ofensa. Nos afastarmos ou superficializarmos a relação também é uma resposta legítima porque acreditamos que o outro não cativou, nem mereceu, adentrar nossas camadas mais íntimas.

Ambos os movimentos, ainda que distintos, compartilham uma mesma lógica de autopreservação e de controle sobre a exposição emocional.

É importante, também, refletirmos sobre que lugar essas relações ocupam em nossas vidas, que poder permitimos que essas pessoas tenham sobre nós e, principalmente, o quanto somos protagonistas nas formas como decidimos viver e nos relacionar.

As relações não são apenas espelhos do outro, mas também revelam como nos posicionamos diante do encontro, se com medo, com abertura, com resistência ou com desejo.

Contudo, a camuflagem emocional, embora pareça estratégica ou inteligente, pode se tornar tóxica para quem a sustenta. Viver em constante vigilância de si, escondendo o que é genuíno, nos priva da experiência da presença real e da troca verdadeira. Ser autêntico não significa se expor a qualquer custo, mas encontrar lugares e pessoas onde seja possível respirar sem o peso do julgamento.

Por isso, é fundamental cultivarmos espaços e coletivos nos quais possamos nos reconhecer, desejar estar e sentir liberdade para ser quem somos. 



 
 
 

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Walter Miez

PSICÓLOGO CLÍNICO,
ANALISTA SOCIAL
& CONSULTOR
Telefone:

+55 (31) 99384-4130

E-mail:

waltermiez@gmail.com 

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