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Confiança

  • Foto do escritor: Walter Miez
    Walter Miez
  • 15 de out. de 2025
  • 1 min de leitura
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Confiar em alguém é um dos atos mais profundos numa relação. Quando confiamos, estamos depositando nossa fé na conduta, no caráter e na intenção do outro. Mas é preciso ter cuidado para que acreditar não se torne um movimento além dessa entrega. Não devemos tirar de nós a responsabilidade sobre algo e transferir para outra pessoa a gestão de aspectos importantes da nossa vida, como a saúde emocional, a vida financeira ou os projetos de uma relação.

Não devemos deixar de acompanhar de perto situações que nos dizem respeito, acreditando que o outro está cuidando daquilo com o mesmo zelo que teríamos. A confiança cega pode se transformar em descuido.

Quando abrimos mão desse acompanhamento, podemos perder o controle sobre decisões fundamentais, deixando nas mãos do outro escolhas que impactam diretamente nossa vida.

Por isso, confiar não deve ser sinônimo de desligar-se. A confiança madura é aquela que se constrói com diálogo, clareza e responsabilidade compartilhada. É possível confiar e ainda assim estar presente, acompanhando processos, projetos, propondo, cuidando junto. Em qualquer relação, afetiva, profissional ou familiar, a confiança precisa ser recíproca, mas também consciente. Afinal, o que é nosso continua sendo nossa responsabilidade, mesmo quando está compartilhado com o outro.


 
 
 

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Walter Miez

PSICÓLOGO CLÍNICO,
ANALISTA SOCIAL
& CONSULTOR
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