Dá pra confiar no amor?
- Walter Miez

- 26 de out. de 2025
- 1 min de leitura

Amar é permitir que a sua história se encontre com outra história, criando algo novo, escrito a várias mãos, seja em um relacionamento tradicional ou em formas mais livres de se relacionar.
Por que precisamos controlar tanto a forma como entregamos o que sentimos, como se fosse em doses de conta-gotas? Talvez o outro venha pela metade, talvez venha inteiro, mas se ele vem, isso já é algo precioso. Não é um jogo de acertos ou erros. É vida acontecendo.
É nesse encontro que aprendemos, sobre o outro, sobre o ato de se relacionar e, principalmente, sobre nós mesmos. Vale a pena se fechar e perder a oportunidade de tudo o que a vida quer nos mostrar?
Relacionar-se não precisa ser um exercício de contenção de danos, uma tentativa de evitar qualquer risco. É sobre se permitir estar inteiro no encontro, sem medo de que algo “dê errado”.
O mais bonito é perceber que esse encontro é também consigo mesmo: você se descobre ao se abrir ao outro. Há dores, sim, mas também delícias nesse processo. E nenhuma delas precisa ser ridicularizada ou chamada de fraqueza.
Amar é um movimento que se expande em várias direções, vai ao encontro do outro, de quem você é e do desejo genuíno de se relacionar. É um ato de coragem. Coragem para cair e se levantar, para lidar com as frustrações, mas também coragem para deixar que dê certo, que seja leve, que seja bom. Afinal, se existe a chance de ser bonito, por que não se abrir para ela?















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