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Protocolos pós-término

  • Foto do escritor: Walter Miez
    Walter Miez
  • 11 de set. de 2025
  • 1 min de leitura
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Ao fim de um relacionamento devemos atentar a dois aspectos para um encerramento seja saudável e respeitoso. Em primeiro lugar, é inevitável realizar rituais de transposição da história vivida. Isso significa que, com o tempo, é necessário dar um novo destino ou significado aos objetos que carregam memórias do vínculo: presentes, fotos, lembranças, lugares marcados pela convivência. Esses rituais não precisam ser bruscos ou imediatos, mas simbolizam a travessia entre o que foi vivido e o que agora se transforma. Negar ou adiar indefinidamente esse movimento pode nos aprisionar emocionalmente em um passado que já não existe mais.


Em segundo lugar, é preciso compreender que não podemos acelerar ou pular as etapas do luto sem enfrentar consequências emocionais. Encerrar uma relação amorosa envolve um processo de elaboração que requer tempo, escuta interna e paciência. Tentar “seguir em frente” rapidamente, sem atravessar a dor, a raiva, a saudade ou a frustração, pode gerar bloqueios afetivos futuros, dificultando novas experiências e perpetuando feridas mal cicatrizadas. O luto precisa ser vivido com honestidade: é ele que, no tempo certo, permite que a relação seja diluída, encerrada e integrada à nossa história de vida de forma madura e transformadora.


Portanto, respeitar os rituais e o tempo do luto são gestos de cuidado, passos fundamentais para que o fim se torne, então, passagem.


 
 
 

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Walter Miez

PSICÓLOGO CLÍNICO,
ANALISTA SOCIAL
& CONSULTOR
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E-mail:

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