

O que ocorre com a Terra recairá sobre seus filhos
Em 1854, diante da proposta do governo dos Estados Unidos para comprar o território de seu povo, o Chefe Seattle respondeu com uma mensagem que atravessou o tempo como um convite a repensar a relação entre humanidade e natureza. Mais do que defender uma terra, ele apresentou uma filosofia de vida baseada no pertencimento, no respeito e na interdependência entre todos os seres. Para Seattle, a terra não é uma mercadoria. Não faz sentido comprar ou vender o céu, os rios, o vent


Psicologia e sensibilidade
Uma pergunta bastante comum é: como profissionais da Psicologia conseguem ouvir histórias tão difíceis todos os dias sem se envolver emocionalmente? Muitas pessoas imaginam que existam apenas duas possibilidades: ou o psicólogo sofre junto com cada paciente, ou se torna alguém frio e indiferente. Na prática, não é nenhuma das duas. Psicólogos se conectam com as pessoas, com suas dores, medos, perdas e desafios. O sofrimento do paciente importa e mobiliza nossa atenção. Afinal


Indignação e ambição
Nem todas as pessoas vivem uma condição de vida em que existe espaço para a indignação. Algumas simplesmente precisam se contentar com a organização possível da própria existência: cumprir tarefas, trabalhar, deslocar-se até o trabalho, pagar as contas e repetir o ciclo. Não porque estejam satisfeitas, mas porque a vida foi se tornando tão restrita que imaginar outra possibilidade parece distante demais. A indignação, por outro lado, nasce justamente quando há expectativa de


Vício
Quando falamos em vício, não estamos falando apenas de falta de força de vontade. Estamos falando de um cérebro que aprende, aos poucos, a depender de uma fonte muito intensa de recompensa. Por isso, prevenir costuma ser muito mais fácil do que tratar. Algumas pessoas também começam essa corrida em condições mais difíceis. Vulnerabilidades sociais, como pobreza e vulnerabilidades fisiológicas, como predisposição genética, podem aumentar o risco de desenvolver e manter um víci


Fuga e prisão
Existe uma armadilha silenciosa em tentar fugir daquilo que nos incomoda: quanto mais evitamos algo, mais espaço isso ocupa dentro de nós. Fugir de uma experiência, de uma lembrança, de uma emoção ou de uma pessoa pode dar uma sensação momentânea de alívio, mas raramente nos liberta. O que não se resolve, não se dissolve. É curioso perceber que até para ignorar alguma coisa é preciso lembrá-la. Quem diz "não quero pensar nisso" precisa primeiro pensar naquilo que deseja evita


Organizar os pensamentos para a psicoterapia
É muito comum chegar à terapia com uma lista mental do que precisa ser dito. Algumas pessoas anotam acontecimentos da semana, organizam os fatos em ordem cronológica e até ensaiam a conversa. Isso até faz sentido na intenção de não esquecer o que quer que seja dito. O problema é quando esse roteiro deixa de ser um apoio e vira uma tentativa de controlar o encontro. A psicoterapia não depende de uma narrativa perfeita. Ela também observa como a história é construída. As pausas


Estratégias contra o esquecimento
Esquecer compromissos, perder objetos ou lembrar de uma tarefa apenas quando já é tarde não significa, necessariamente, que sua memória é ruim. Muitas vezes, o problema é tentar fazer da mente um depósito de informações. Nossa memória foi feita para processar, relacionar e criar significado, não para armazenar tudo sozinha. O primeiro passo é parar de tentar guardar tudo "na força". Pensou em algo importante? Anote imediatamente. Marque o compromisso no calendário na mesma ho


Hiperestímulo
Hiperestímulo não é estar irritado, cansado, impaciente ou de mau humor. Essas sensações podem acontecer por diversos motivos. O superestímulo ocorre quando a quantidade ou a intensidade dos estímulos presentes ultrapassa, naquele momento, a capacidade da pessoa de processá-los adequadamente. O cérebro precisa organizar continuamente informações visuais, sonoras, corporais, sociais e ambientais. Quando há estímulos demais, ou quando eles são intensos demais, essa capacidade p


Nem toda perda financeira é prejuízo
Nem todo dano financeiro representa, necessariamente, uma perda. Às vezes, quando olhamos apenas para o dinheiro que saiu do nosso bolso, enxergamos o prejuízo e ignoramos aquilo que aquela experiência produziu em nós. Existem perdas financeiras que também carregam aprendizagem. Uma escolha equivocada, uma situação inesperada ou até mesmo uma experiência frustrante podem nos ensinar a tomar decisões diferentes no futuro. O dinheiro perdido não volta, mas o conhecimento adquir


Estratégia e espontaneidade
Ser estratégico pode ser uma habilidade importante: pensar antes de agir, avaliar consequências e escolher caminhos coerentes com aquilo que queremos. O problema começa quando precisamos transformar cada escolha em uma oportunidade de ganhar, lucrar ou evitar perdas. É como se, a todo momento, estivéssemos calculando o próximo passo, observando riscos e tentando garantir que nada seja desperdiçado. Aos poucos, a espontaneidade vai sendo sacrificada. Isso também se relaciona c














