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Ansiedade e esperança

  • Foto do escritor: Walter Miez
    Walter Miez
  • 21 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura
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A ansiedade tem o poder de nos sequestrar por dentro, tirando de nós algo que, muitas vezes, é o que mais precisamos diante de desafios: a esperança de melhora. Quando estamos ansiosos, o corpo e a mente operam em estado de alerta constante, como se o pior estivesse sempre prestes a acontecer. Vivemos em tensão, com o coração acelerado, os pensamentos atropelados, e uma sensação de urgência que não tem direção. É como se cada dia fosse uma batalha contra uma ameaça invisível.

Nesse cenário, a ansiedade não apenas nos desgasta emocionalmente, mas também nos rouba a capacidade de projetar um futuro possível e bom. Nos sentimos vulneráveis, muitas vezes já fragilizados por uma sequência de experiências difíceis. Nesse ciclo, uma das perdas mais profundas é a da expectativa positiva. A ansiedade nos faz acreditar que o amanhã pode trazer mais desafios.

Mas é justamente nesse contexto que precisamos, com toda delicadeza, proteger a chama do otimismo. É preciso lembrar que nenhum sentimento é permanente e que, mesmo nas fases mais escuras, há espaço para respiros. Não se trata de ignorar a dor, mas de acreditar que ela não será eterna. Viver um dia após o outro, cuidando do agora com gentileza, já é um gesto de resistência.

A esperança funciona como um antídoto contra a negatividade dos pensamentos intrusivos. Quando somos tomados por angústias recorrentes, a tendência é que tudo ao nosso redor comece a parecer ameaçador, sem saída ou sem propósito. A mente se enche de pensamentos catastróficos, de dúvidas paralisantes, e o mundo se estreita em torno do medo. Cultivar a esperança é uma forma de romper esse ciclo. É ela que nos lembra que, apesar das dificuldades, há possibilidades não exploradas, encontros que ainda virão, caminhos que ainda podem se abrir. A esperança é o fio que nos ancora na vida quando tudo parece escuro e é ela quem impede que a ansiedade nos convença de que o sofrimento é a única narrativa possível. 



 
 
 

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Walter Miez

PSICÓLOGO CLÍNICO,
ANALISTA SOCIAL
& CONSULTOR
Telefone:

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E-mail:

waltermiez@gmail.com 

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