Conhecer a ansiedade
- Walter Miez

- 28 de out. de 2025
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Quando vivemos uma vulnerabilidade em saúde, como um quadro de ansiedade, é fundamental reconhecer a importância de estratégias que ajudem a conter o mal-estar. Isso pode incluir o uso de medicação específica, exercícios de respiração, técnicas de relaxamento ou outras práticas que proporcionem estabilidade emocional. Essas estratégias atuam como um suporte imediato, permitindo que o corpo e a mente atravessem o momento crítico com menos desgaste.
Entretanto, o cuidado não deve se encerrar quando a crise passa. É essencial respeitar um período de recuperação após o episódio, permitindo que o corpo “desinflame” e volte gradualmente ao seu equilíbrio fisiológico e psíquico. Esse intervalo é importante para que possamos avaliar a situação com clareza, sem a urgência do sofrimento, e observar se aquele evento foi pontual ou se se trata de uma condição mais persistente.
Caso seja um episódio isolado, torna-se relevante investigar o que o desencadeou, situações de estresse, sobrecarga emocional, falta de autocuidado, para prevenir recorrências. Já se for uma condição crônica, o desafio é diferente: é preciso entender os gatilhos, identificar quando usar as estratégias de contenção e, em alguns momentos, decidir se é possível correr o risco de não utilizá-las, respeitando limites pessoais.
Conhecer a própria realidade, tanto fisiológica quanto psíquica, permite lidar com a vida de forma mais consciente e resiliente. Essa auto-observação diminui o impacto das surpresas, oferece mais segurança para as escolhas e contribui para um manejo mais saudável do próprio bem-estar. Afinal, o autoconhecimento é uma ferramenta de prevenção e cuidado contínuo.















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