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Consumo não raciocinado

  • Foto do escritor: Walter Miez
    Walter Miez
  • 19 de out. de 2025
  • 1 min de leitura
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Pensar sobre consumo não raciocinado exige uma escuta honesta de si. Esse impulso pode vir como uma resposta rápida a um incômodo interno, ansiedade, solidão, tédio, medo. Por vezes também, esse impulso pode ser uma repetição não refletida sobre algo que já se conhece como uma experiência de bem estar.


É possível que algo seja agradável em um momento, mas isso não precisa desembocar em uma repetição insistente e irrefletida.

Por exemplo: posso saborear uns bombons, o que é diferente de comer uma caixa inteira sem consciência do aproveitamento da experiência. Essa não é uma conversa só sobre prazeres alimentares, mas quaisquer outros consumos prazerosos.


Quando nos permitimos acessar um gozo de cada vez, com mais presença e menos julgamento, abrimos espaço para escolhas mais conscientes. Uma prática simples é esperar 10 minutos antes de agir novamente. Nesse intervalo, observe o que aparece no corpo, nos pensamentos, nas emoções. O impulso ainda faz sentido ou mudou de forma?


Essa pausa não é sobre repressão, mas sobre cuidado e consciência. É um convite a interromper o automático e acolher o que pulsa do nosso desejo com mais gentileza. Assim, pouco a pouco, podemos diferenciar o que nos agrada do que nos aprisiona. E talvez encontrar, no meio desse processo, novas formas de prazer, presença e liberdade.


 
 
 

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Walter Miez

PSICÓLOGO CLÍNICO,
ANALISTA SOCIAL
& CONSULTOR
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