

Cárcere
O cárcere, muitas vezes, não tem muros nem grades visíveis. Ele se manifesta nas repetições silenciosas dos pensamentos intrusivos, na culpa que insiste em voltar, nas tentativas desesperadas de compensar o que não conseguimos controlar. É o aprisionamento interno que nos desconecta da presença e da vida. Estar preso não é apenas estar limitado por fora, mas também por dentro, quando deixamos que a mente dite os rumos sem que o corpo, o afeto e o sentido possam participar. A


Qual a diferença entre estilo e abordagem?
No processo psicoterapêutico existe o que chamamos de estilo profissional e abordagem teórica. De maneira simplificada, a abordagem é o campo teórico e técnico que entende os fenômenos acompanhados na clínica a partir de pressupostos próprios com o qual a(o) profissional tem mais afinidade dentro da Psicologia. Já o estilo é o modo como a(o) profissional se apropria dessas teorias e técnicas e as aplica no trabalho realizado. Eu atuo numa perspectiva psicossociológica e human


Importar-se
Relacionar-se tem a ver com se importar, não com encarcerar. Estar em uma relação saudável é compreender que o cuidado nasce da liberdade e do reconhecimento mútuo, não do controle ou da tentativa de moldar o outro às nossas expectativas. O amor não é uma cela, é um espaço de encontro. O encontro só acontece quando há movimento, quando cada um pode existir por inteiro, com suas vontades, escolhas e caminhos próprios. Muitas vezes confundimos o desejo de estar perto com a nece


A dor que gera mudança
A dor que vivemos muitas vezes não é apenas uma manifestação de algo que nos fere, mas um sinal de que algo dentro de nós está pronto para mudar. Ela carrega consigo a memória de processos acumulados ao longo da vida, experiências, silenciamentos, resistências e escolhas que, somadas, formam a paisagem emocional que habitamos. Quando essa dor se intensifica, muitas vezes é porque o corpo e a consciência começam a dialogar, revelando que já não cabe permanecer no mesmo lugar.


Tempo de sessão
Na psicoterapia, o tempo é mais do que a contagem de minutos correndo em um relógio. Costumamos diferenciar o tempo cronológico , aquele que segue a medida objetiva da ampulheta, e o tempo lógico , que se refere ao ritmo próprio de cada encontro, marcado pela intensidade, pelas descobertas e pelo lugar que o sujeito consegue ocupar naquela experiência. Essa distinção é fundamental para compreendermos que o trabalho terapêutico não deve ser medido apenas pela duração em si, ma














