

Dá pra confiar no amor?
Amar é permitir que a sua história se encontre com outra história, criando algo novo, escrito a várias mãos, seja em um relacionamento tradicional ou em formas mais livres de se relacionar. Por que precisamos controlar tanto a forma como entregamos o que sentimos, como se fosse em doses de conta-gotas? Talvez o outro venha pela metade, talvez venha inteiro, mas se ele vem, isso já é algo precioso. Não é um jogo de acertos ou erros. É vida acontecendo. É nesse encontro que apr


Escrever sobre o que sente
Materializar nossas impressões é uma forma de dar corpo às ideias, emoções e percepções que nos atravessam. As sensações que experimentamos e as memórias que guardamos não são estáticas, elas se transformam com o tempo, com o humor do dia, com as experiências novas que acumulamos. É comum que a gente revisite uma lembrança ou uma ideia e a compreenda de outra maneira, à luz de um novo momento da vida. Isso é parte da riqueza da existência. Mas, justamente por essa possibilida


Avaliação dos pensamentos
Na psicoterapia, não se busca “limpar a tela” da mente, como se fosse possível eliminar todos os pensamentos negativos e manter apenas os positivos. A vida psíquica é mais complexa do que um simples filtro de conteúdos bons ou ruins. O que pensamos não é uma verdade absoluta, mas narrativas que se formam a partir das experiências, contextos e atravessamentos que vivemos. São histórias que a mente cria para dar sentido ao que acontece, muitas vezes influenciadas por fatores cu


Ternura
A ternura, quando pensada no contexto terapêutico, não é sinônimo de condescendência. Ser terno consigo mesmo não significa se acomodar diante das dificuldades ou minimizar aquilo que nos fere, mas aprender a olhar para a própria experiência com humanidade e compreensão. É reconhecer que podemos rir das nossas peculiaridades, acolher nossas imperfeições e, ao mesmo tempo, sustentar o compromisso com o que realmente importa. Em muitos momentos, nossa mente nos apresenta pensam


Maleabilidade na relação
Relacionamentos saudáveis exigem equilíbrio entre as partes envolvidas. Quando estamos com alguém muito passivo, há o risco de que essa pessoa anule seus próprios desejos e opiniões para seguir o que o outro quer. Isso pode gerar uma relação aparentemente harmoniosa, mas profundamente desequilibrada. A ausência de posicionamento pode levar à frustração silenciosa e à perda da identidade individual, transformando o vínculo em algo unilateral, onde apenas um lado realmente esco


O amor é um jogo?
Quando gostamos de alguém, não precisamos transformar nossa aproximação em um jogo de xadrez, no qual cada movimento nosso só pode acontecer depois que o outro se move. Relações não são partidas para ganhar ou perder, são espaços de encontro, de entrega e de experiência. Quando ficamos esperando o passo do outro para dar o nosso, estamos tentando "play safe", expressão em inglês que em tradução literal quer dizer “jogar seguro”. Isso significa proteger-se de todos os riscos p


Consumo não raciocinado
Pensar sobre consumo não raciocinado exige uma escuta honesta de si. Esse impulso pode vir como uma resposta rápida a um incômodo interno, ansiedade, solidão, tédio, medo. Por vezes também, esse impulso pode ser uma repetição não refletida sobre algo que já se conhece como uma experiência de bem estar. É possível que algo seja agradável em um momento, mas isso não precisa desembocar em uma repetição insistente e irrefletida. Por exemplo: posso saborear uns bombons, o que é di


Tempo de qualidade e limites
O tempo de qualidade e o bem-estar individual estão diretamente ligados à nossa capacidade de estabelecer limites. Quando conseguimos usufruir de momentos de lazer e descanso, desenvolvemos maior clareza emocional e discernimento para diferenciar interações desagradáveis de situações abusivas. Assim, tornamo-nos mais competentes em relevar atitudes inconvenientes, sem permitir que ultrapassem nossos limites pessoais. Por outro lado, quando não temos oportunidades satisfatória


Impasses diante do conflito
Em situações de conflito nas relações, três impasses costumam nos atravessar e exigem atenção para que possamos nos manter inteiros, mesmo em meio ao caos. O primeiro deles é não permitir que o discurso do outro defina quem somos. Em brigas e desentendimentos, é comum que sejamos nomeados de maneira distorcida ou injusta. Nessas horas, é fundamental lembrar que o olhar do outro é atravessado por suas dores, limites e histórias, e que ele não tem o direito, nem o poder, de det


Confiança
Confiar em alguém é um dos atos mais profundos numa relação. Quando confiamos, estamos depositando nossa fé na conduta, no caráter e na intenção do outro. Mas é preciso ter cuidado para que acreditar não se torne um movimento além dessa entrega. Não devemos tirar de nós a responsabilidade sobre algo e transferir para outra pessoa a gestão de aspectos importantes da nossa vida, como a saúde emocional, a vida financeira ou os projetos de uma relação. Não devemos deixar de acomp

















