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O amor é um jogo?

  • Foto do escritor: Walter Miez
    Walter Miez
  • 20 de out. de 2025
  • 1 min de leitura
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Quando gostamos de alguém, não precisamos transformar nossa aproximação em um jogo de xadrez, no qual cada movimento nosso só pode acontecer depois que o outro se move. Relações não são partidas para ganhar ou perder, são espaços de encontro, de entrega e de experiência.


Quando ficamos esperando o passo do outro para dar o nosso, estamos tentando "play safe", expressão em inglês que em tradução literal quer dizer “jogar seguro”.

Isso significa proteger-se de todos os riscos possíveis, como brincar no parquinho de capa de chuva, casaco, protetor solar e joelheiras ao mesmo tempo. Talvez tudo fique mais seguro, mas a brincadeira também perde a graça.


Relacionar-se apenas observando e reagindo ao que o outro faz é viver em modo de sobrevivência, sempre tentando evitar dores ou surpresas. Mas ao agir assim, perdemos a espontaneidade, a alegria de se permitir ser surpreendido e de ver para onde o encontro pode nos levar sem um roteiro pronto.


Isso não significa buscar sofrimento ou se expor de forma imprudente. Amar de forma livre não é viver perigosamente, é simplesmente viver. É escolher estar presente, sem jogos de poder, sem manuais de defesa, confiando que, mesmo que algo doa, o aprendizado virá.


Quando soltamos a necessidade de controlar cada jogada, abrimos espaço para que a relação seja leve, para que o encontro seja autêntico. E, no fim, é essa disposição para viver, mais do que qualquer estratégia, que nos permite experimentar o amor de forma plena e verdadeira.


 
 
 

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Walter Miez

PSICÓLOGO CLÍNICO,
ANALISTA SOCIAL
& CONSULTOR
Telefone:

+55 (31) 99384-4130

E-mail:

waltermiez@gmail.com 

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