Qual a importância de outras terapias?
- Walter Miez

- 2 de dez. de 2025
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Segundo os dicionários, terapêutico refere-se ao que possui propriedades curativas, àquilo que contribui para tratar, aliviar ou transformar um estado de adoecimento. Embora, como psicólogo, eu não possa, como dizia uma professora minha, “nem recomendar um chazinho de camomila”, é fundamental reconhecer que existem múltiplas práticas e experiências que podem atuar de forma complementar ao cuidado psicológico.
Essas práticas não substituem a psicoterapia, mas ampliam o campo de cuidado, favorecendo o reconhecimento das nossas histórias, a emancipação de padrões que nos adoecem e a construção de modos mais gentis de viver. Massagens, acupuntura, meditação, atividades físicas, banhos que relaxam, boas conversas, caminhadas, leituras inspiradoras, práticas de fé, o uso de uma roupa favorita ou de um perfume que nos conecta a memórias afetivas, tudo isso pode ter efeito terapêutico ao mobilizar sensações de bem-estar, presença e conforto.
Ser terapêutico não é apenas tratar uma dor, mas também evitar que ela se instale. É cultivar espaços de respiração, de pausa e de encontro consigo. É permitir-se experiências que ampliam o repertório emocional e fortalecem a percepção do próprio corpo, desejos e limites.
Não existe manual, prescrição ou regra rígida sobre o que devemos fazer, com qual frequência ou intensidade. O convite é outro: experimentar, explorar e descobrir, de forma honesta e curiosa, o que faz sentido para você. Cuidar-se também é criar caminhos próprios, paralelos, complementares e profundamente singulares, para sustentar uma vida mais saudável, consciente e viva.















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